Em 29 de maio de 2019, a física comemora os 100 anos da comprovação da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, com experimentos feitos na ilha de Príncipe, na África, e sobral, interior do Ceará. A Teoria da Relatividade é a denominação dada a duas teorias: a Relatividade Especial (ou restrita) e a Relatividade Geral.

Fonte: C.M. Will. “The 1919 measurement of the deflection of light.” arXiv:1409.7812. Posted Sept. 27, 2014

A Relatividade Restrita foi publicada em 1905 por Einstein, concluindo os trabalhos feitos por alguns físicos da época, entre eles, Hendrik Lorentz. Essa teoria trazia uma nova visão para o que Isaac Newton entendia como espaço e tempo, para ele, essas duas grandezas eram independentes, ou seja, o tempo é absoluto para qualquer referencial, assim como o espaço. Para Einstein, espaço e tempo se comporta como uma entidade geométrica, como uma malha. Essa geometria é composta por 4 dimensões, sendo as 3 dimensões de espaço, como X, Y e Z, e a quarta dimensão, o tempo.

Para verificar qual teoria, a de Newton ou a de Einstein, estava correta, a Real Sociedade Astronômica organizou as expedições a regiões em que o fenômeno poderia ser melhor observado. Eddington liderou a ida à ilha do Príncipe, a 300 quilômetros da costa da África. A outra equipe, formada por dois membros do Observatório de Greenwich, Charles Davidson e Andrew Crommelin, e coordenada por Dyson a distância, foi para Sobral.

Em meados de 1918, pesquisadores brasileiros do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, cientes da ocorrência de um eclipse no ano seguinte, verificaram que a pacata cidade de Sobral, a 200 quilômetros de Fortaleza, reunia condições geográficas bastante favoráveis para a observação do fenômeno. Com isso em mente, o astrônomo Henrique Charles Morize (1860-1930), diretor da instituição, elaborou um relatório detalhado sobre a região e o enviou a várias instituições científicas do mundo, incluindo a Real Sociedade Astronômica, de Londres.

Fonte: protuberâncias, acervo do observatório nacional  

Ninguém sabia o que a observação ia revelar. Muitos físicos ainda viam com desconfiança as conclusões a que chegou Einstein entre 1905 e 1915. Não é fácil dizer que espaço e tempo são flexíveis, que matéria e energia podem contorcê-los, e que eles compõem um todo integrado, o contínuo espaço-tempo.

Tudo começa quando se descobre que a luz tem sempre a mesma velocidade no vácuo. Pouco importa se você está se aproximando de um raio luminoso ou está correndo dele —ele sempre vai chegar (no vácuo) a 300 mil km/s.

Bem, a ideia era fotografar, a noite, a posição que as estrelas da constelação de touro tinham e comparar essa posição quando se tirava uma fotografia dessa mesma constelação durante um eclipse. Caso a teoria de Einstein estivesse certa, ou seja, um corpo massivo como o sol, deformasse o espaço-tempo, a luz emitida pela estrela faria uma curva em sua trajetória, justamente nessa deformação.

Apesar das polêmicas que surgiram mais tarde, as conclusões de Dyson e Eddington se mostram corretas. Vários outros eclipses foram observados ao longo das décadas seguintes, e as medições sempre apontaram para uma deflexão próxima à calculada por Einstein.

A confirmação de sua teoria ajudou a ampliar as perspectivas de pesquisas no campo da física, astronomia e cosmologia. A relatividade geral também abriu caminho para a difusão de conceitos importantes para a astrofísica, como a existência de buracos negros (regiões do espaço-tempo extremamente compactas, onde a gravidade é tão forte que nem a luz escapa) e das ondas gravitacionais, perturbações na curvatura do espaço-tempo que se propagam como ondas. Esse último fenômeno foi confirmado apenas no início de 2016.

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