As suturas, mais conhecidas como pontos cirúrgicos, são ligações utilizadas por médicos, dentistas e médicos veterinários em pele, mucosas, músculos, vasos sanguíneos e órgãos com a finalidade de mantê-los unidos ou fechados, depois de uma cirurgia ou ferimento.

Há mais de 2000 a.C. fios como barbantes e tendões de animais já eram utilizados em suturas. Desde então, diversos materiais têm sido utilizados na fabricação de fios para procedimentos cirúrgicos, como, por exemplo, seda, algodão, intestino de animais, crina de cavalo, entre outros.

O aprimoramento dos materiais utilizados nos fios de sutura levou a um desenvolvimento de fios específicos para cada tipo de procedimento, reduzindo as dificuldades enfrentadas pelos cirurgiões no passado, bem como a significativa redução de infecções no período pós-operatório.

Atualmente, o fio de sutura é definido como uma estrutura flexível, de formato circular e pequeno diâmetro. Quanto ao material, este pode ser sintético, de material orgânico ou de fibras vegetais.

Porém, um novo material foi descoberto!

Uma equipe de pesquisadores o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, em Bordeaux, produziu fios à partir de células da pele humanas. Esses fios foram chamados de “têxteis humanos”, e os pesquisadores afirmaram que poderiam ser usados por cirurgiões para fechar feridas ou montar enxertos de pele implantáveis.

A principal vantagem do fio é que, diferentemente dos materiais cirúrgicos sintéticos convencionais, o material não desencadeia uma resposta imune que pode complicar o processo de cicatrização, de acordo com a revista New Scientist.

(Magnan et al., Acta Biomaterialia, 2020) Pontos feitos com o fio de sutura de células humanas

Para criá-lo, de acordo com a revista, os pesquisadores cortaram folhas de células da pele humana em tiras longas – e depois as “teceram” em um material semelhante a um fio que pode ser fabricado em várias formas.

Até agora, os pesquisadores usaram o fio especial para costurar as feridas de um rato e ajudá-lo a cicatrizar completamente ao longo de duas semanas. Eles até criaram um enxerto de pele, usando um tear personalizado, para selar a artéria de uma ovelha e impedir que ela vazasse.

Fonte:

https://www.sciencealert.com/scientists-grow-yarn-out-of-human-skin-cells-so-they-can-literally-stitch-people-up

https://www.infoescola.com/medicina/suturas/

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