O coronavírus colocou o mundo todo em alerta. A nova epidemia já matou 131 pessoas e infectou mais de 5,9 mil em pelo menos 18 países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Qual é a origem do vírus?

O vírus é uma variação da família Coronavírus. Os primeiros coronavírus foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde. Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.

Os vírus dessa família são transmitidos pelo ar e infectam principalmente o trato respiratório e gastrointestinal superior de mamíferos e aves. Embora a maioria dos membros da família dos coronavírus causem apenas sintomas leves da gripe durante a infecção, o SARS-CoV e o MERS-CoV podem infectar as vias aéreas superiores e inferiores e causar doenças respiratórias graves e outras complicações em humanos. 

O novo vírus causou alarme por causa de sua semelhança com a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que matou quase 650 pessoas na China continental e Hong Kong entre 2002-2003.

A variação que está infectando diversas pessoas na China e em outros 12 países é conhecida tecnicamente como 2019-nCoV. Ainda não se tem respostas sobre como ocorreu a mutação que resultou no surgimento do novo vírus.

Imagem: Wang Fei – 28.jan.2020/Xinhua
Via UOL

Primeiros casos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes.

Esta epidemia estava atingindo pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan, o que levou a suspeita de que a transmissão deste coronavírus tenha ocorrido entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção.

Como a  transmissão aconteceu?

Ainda não se sabe ao certo qual foi a origem da transmissão. Vários rumores foram  levantados como a história da sopa de morcego, porém nenhum foi confirmado como a causa da transmissão.

Uma pesquisa publicada ontem (28/01) no Science Alert traz uma nova ideia de que vírus pode ter sido transmitido por cobras. Os pesquisadores usaram uma análise dos códigos de proteínas do novo coronavírus e compararam com os códigos de proteínas dos coronavírus encontrados em diferentes hospedeiros de animais, como pássaros, cobras, marmotas, ouriços, manis, morcegos e humanos. 

Cobras podem ser um dos possíveis hospedeiros do vírus.

Surpreendentemente, eles descobriram que os códigos de proteína no 2019-nCoV (atual vírus) são mais semelhantes aos encontrados ​​em cobras.

Cobras costumam caçar morcegos na natureza. Os relatórios indicam que as cobras foram vendidas no mercado local de frutos do mar em Wuhan, aumentando a possibilidade de que o 2019-nCoV tenha saltado da espécie hospedeira – morcegos – para cobras e depois para humanos no início deste surto de coronavírus.

No entanto, como o vírus pode se adaptar aos hospedeiros de sangue frio e sangue quente permanece um mistério.

Quais são os sintomas? 

Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

Os indivíduos infectados podem demorar de 1 a 14 dias para apresentar os sintomas, é nesse período que ocorre a transmissão da doença.

Como o vírus é transmitido?

Cientistas confirmaram que a transmissão desta nova variante do vírus pode acontecer de pessoa para pessoa, o que pode atrapalhar o controle sobre a proliferação da doença. A propagação pode acontecer através do espirro, saliva, catarro e tosse de indivíduos infectados. O toque direto com pessoas doentes, como um simples aperto de mão, ou o contato com objetos infectados também podem causar a proliferação do vírus.

Duas análises feitas sobre a doença concluíram que cada pessoa infectada pode transmitir o vírus para dois ou três outros indivíduos, o que representa uma velocidade de contágio muito grande. Uma pesquisa da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, também anunciou que o número de casos pode chegar a 190 mil no início de fevereiro caso as medidas de contenção não funcionem.

 E quais são as medidas de contenção? 

Com objetivo de conter o avanço das contaminações, o governo chinês ordenou medidas nacionais para detectar o novo vírus em trens, ônibus e aviões. Os pontos de inspeção serão instalados e todos os viajantes com sintomas de pneumonia serão “imediatamente transferidos” para um centro médico, anunciou uma declaração da Comissão Nacional de Saúde. 

Brasileiros que têm chegado da China, relata terem recebido orientações sobre a doença após o desembarque nos aeroportos.

Cerca de 56 milhões de pessoas foram isoladas em suas casas. As autoridades acrescentaram outras cinco cidades na província de Hubei (centro) às 13 em que já havia imposto o isolamento.

No Brasil, medidas estão sendo tomadas para impedir a disseminação do vírus. Os aeroportos brasileiros passaram a divulgar um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o coronavírus. No alerta, a Anvisa orienta os passageiros que chegaram da China e estão com sintomas como febre e tosse a procurar uma unidade de saúde. Também são dadas orientações para evitar a transmissão de doenças.

Onde estão as infecções?

Foram registrados casos na China e em outros 12 países de 4 continentes: Estados Unidos, Canadá, França, Arábia Saudita, Austrália, China, Nepal e outros países da Ásia.

Na China, a doença foi registrada em todas as províncias do país, menos na região do Tibete, mas a maior parte dos casos se concentra na província central de Hubei.

Suspeitas do coronavírus no Brasil

O Ministério da Saúde brasileiro afirmou nesta terça-feira (28/02) que investiga os três primeiros casos de suspeita de coronavírus no Brasil.

Um deles é uma estudante de 22 anos de Minas Gerais que esteve em Wuhan e apresenta sintomas compatíveis com os provocados pelo novo vírus.

Os outros dois casos suspeitos, em Porto Alegre e em Curitiba, também se enquadram nos critérios epidemiológicos (os pacientes estiveram na região onde o vírus é transmitido de pessoa para pessoa ou tiveram contato com pessoas suspeitas ou confirmadas de terem o vírus nos últimos 14 dias) e clínicos (apresentaram febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório), estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para identificação de possíveis infecções.

Se houver alguma confirmação, será o primeiro caso do novo coronavírus tanto no Brasil quanto na América do Sul.

O governo federal também anunciou ter elevado a classificação de risco do país do nível 1, de alerta, para o nível 2, de perigo iminente. A escala vai até o nível 3, de emergência de saúde pública, quando são confirmados casos de transmissão no Brasil.

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/coronavirus.html

https://viagemeturismo.abril.com.br/materias/coronavirus-situacao-no-mundo-principais-sintomas-e-transmissao/

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/01/27/japao-confirma-3-caso-de-coronavirus-china-aumenta-medidas-de-contencao.htm

https://www.sciencealert.com/snakes-are-the-likely-source-of-china-s-deadly-coronavirus-here-s-why

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/01/23/o-que-se-sabe-e-o-que-ainda-e-duvida-sobre-o-coronavirus.ghtml

https://www.sciencealert.com/here-s-why-the-who-hasn-t-declared-the-wuhan-virus-as-a-global-health-emergency

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/01/29/coronavirus-h1n1-sars-gripe-aviaria.htm

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51293075

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of