Quando você pensa em cidades do futuro o que você imagina?

Prédios altos em todos os cantos, carros voadores, drones…

A ideia de carros voadores como parte integrante do nosso dia-a-dia não é apenas fruto de filmes de ficção científica. Esse novo ramo atrai bilhões de dólares em investimentos de empresas em todo o mundo. Uma indústria futurista que antes pensava estar descartada inteiramente, agora está preocupada com planejadores de cidades e o público.

Por que os Jetsons ainda não aconteceram?

Leonardo da Vinci desenhou modelos de uma espécie de transporte aéreo, parecido com um parafuso, na década de 1480. Porém, o vôo vertical não surgiu até meados do século XX. A capacidade de decolar e pousar em qualquer lugar parecia a definição de futuro. 

Os helicópteros surgiram como essa opção de táxi aéreo, porém, os altos custos operacionais e o irritante ruído do motor impediram que se tornassem opções de trânsito acessíveis e amplamente aceitas. As companhias aéreas de helicópteros diminuíram durante as décadas seguintes, devido ao aumento dos custos de combustível e alguns acidentes graves.

Parafuso aéreo projetado por Leonardo da Vinci: http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Leonardo_da_Vinci_helicopter_and_lifting_wing.jpg, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1559723

Os projetos atuais de táxi aéreo elétrico e híbrido-elétrico prometem resolver os problemas fundamentais apresentados pelos helicópteros.

Além dos custos de combustível significativamente mais baixos oferecidos pelos veículos de decolagem e aterrissagem verticais e híbridos elétricos (conhecidos como eVTOLs), os motores elétricos são mais simples e mais baratos de manter do que os motores de turbina dos helicópteros. 

Grandes avanços também estão em andamento no campo da automação, com a retirada de pilotos. Sendo que, estes representam uma das maiores despesas fixas em operação de helicóptero e o erros do piloto, uma das causas mais comuns de acidentes fatais. A startup Skyryse, em Los Angeles, demonstrou recentemente um helicóptero comercial modificado para voar de forma totalmente autônoma. 

Vantagens e desvantagens

Os carros voadores certamente vão diminuir distâncias, principalmente entre pontos nos quais veículos aéreos de maior porte não atendem. Uma estimativa calculada pelo futuro aplicativo uberAIR prevê que uma viagem padrão de carro que levaria cerca de 2 horas e 10 minutos seria feita em apenas 18 minutos, o que pode ser considerado uma economia de tempo considerável para realizar os compromissos do dia-a-dia.

Os carros voadores também podem qualidade de vida das pessoas. Certos projetos pretendem disponibilizar recursos de navegação autônoma, por exemplo, sendo possível viajar sem um motorista. Além disso, o estresse causado por longas horas no trânsito em grandes cidades também pode ficar para trás, gerando um conforto ainda maior aos usuários. 

A questão energética é um dos objetivos centrais de vários protótipos, sobretudo aqueles que investem na propulsão elétrica. O desempenho destes modelos é superior ao dos motores à combustão, tanto em terra quanto no ar. 

Uma das desvantagens é em relação ao valor, que ainda não é acessível ao público em geral. Imagine também a quantidade de treinamento que deveríamos fazer para pilotar. Além das leis aéreas que deverão ser impostas para controlar todo o fluxo dos carros aéreos. 

A escalada aeroespacial

Em média, nos EUA, existem quase três milhões de pessoas voando pelo céu todos os dias, enfrentando uma taxa baixíssima  de apenas 0,2 mortes por dez bilhões de milhas de passageiros em viagens aéreas comerciais, Sendo 750 vezes mais seguras do que dirigindo. 

Embora seja impressionante o progresso da indústria, os 5.000 aviões que voam pelo espaço aéreo dos EUA nos horários de pico de operação dificilmente se comparam aos 1,4 bilhões de carros nas estradas em todo o mundo.

Para que a mobilidade aérea urbana tenha sucesso, a indústria aeroespacial terá que fabricar, operar e manter com segurança aeronaves em uma escala nunca antes imaginada. Tudo para atender às expectativas do público em relação à segurança aérea. 

No momento, mais de duzentos projetos de aeronaves elétricas e híbridas estão em desenvolvimento. O mundo da mobilidade aérea urbana está tendo grandes investimentos.

Os carros voadores

A empresa holandesa Pal-V apresentou durante a Feira de Hannover o Liberty Pioneer (2019), movido à gasolina e com autonomia de 1,3 mil km no chão e de 400 km a 500 km no ar, o veículo possui hélices que o transformam em uma espécie de helicóptero — tecnicamente, segundo a Pal-V trata-se de um girocóptero, já que conta com um motor propulsor traseiro para locomoção.

Carro voador da Pal-V

O Liberty Pioneer pode levar 2 pessoas e até 20 kg de bagagem. O carro pesa 660 kg e custa mais barato que um helicóptero: cerca de 500 mil euros, enquanto que um helicóptero pode sair entre 1 e 2 milhões de euros. Os carros começarão a serem entregues  em 2020, e se você tiver sobrando aí $750.000,00 dólares já pode fazer a sua encomenda, pois a empresa entrega no Brasil! haha

Então, o que vem por aí para quem constrói o futuro o carro voador?

Uma onda de falência? Será que os transportes aéreos urbanos  serão realmente acessíveis? O que você pensa sobre o assunto? 

Fontes: https://tecnoblog.net/196946/uber-helicoptero-sp/

https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/10/carro-voador-da-lilium-passa-por-100-testes-e-deve-chegar-ja-em-2025.ghtml

https://g1.globo.com/carros/noticia/2019/04/03/empresa-holandesa-comeca-a-entregar-carros-voadores-em-2020.ghtml

https://singularityhub.com/2020/01/06/what-needs-to-happen-to-get-to-the-flying-car-future/

https://www.techtudo.com.br/listas/2019/04/cinco-curiosidades-sobre-carros-voadores-que-voce-provavelmente-nao-sabia.ghtml

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *