Gás Nobre, você já teve curiosidade para saber como funciona o bafômetro? A parte química dele mesmo? É exatamente isso que iremos ver no post de hoje!

A embriaguez e a ressaca são resultado da intoxicação do organismo por etanol. Esse álcool cai na corrente sanguínea e passa pelos pulmões, onde participa das trocas gasosas. É aí que o bafômetro identifica no hálito de um motorista a proporção de álcool existente no organismo.

1. É álcool na veia

As moléculas de álcool (etanol) não são digeridas. Parte delas passa direto para o sangue, através da mucosa da boca, do estômago e, principalmente, dos intestinos.

2. Uma dose, duas doses…

A concentração de álcool que passa para o sangue é proporcional à quantidade ingerida e ao teor alcoólico da bebida.

3. Bafômetro em ação

Os bafômetros acusam o álcool no hálito por diversas reações químicas. No caso dos aparelhos descartáveis, o ar passa e reage com dicromato de potássio (K2Cr2O7) e ácido sulfúrico (H2SO4). O K2Cr2O7  tem uma cor alaranjada.

4. Um certo ar de bêbado

Os gases expirados pelo motorista reagem com as substâncias dos tubos. O etanol se transforma em acetaldeído, e o dicromato de potássio, em sulfato de cromo III – Cr2(SO)3. O tubo muda de cor.

SEM ETANOL: COR DO TUBO FICA ALARANJADA

COM ETANOL: COR DO TUBO MUDA PARA VERDE

5. Efeitos

A quantidade exagerada de álcool no sangue intoxica os neurônios. A pessoa tem a percepção alterada e perde a coordenação motora. Por isso trança as pernas, enxerga dobrado, fala de maneira arrastada e tem as reações retardadas. O etanol também inibe a produção do hormônio ADH, que retém água no organismo, dando início a um processo de desidratação.

O DIA SEGUINTE

Ao chegar ao fígado, o etanol sofre uma reação de oxidação, que transforma em acetaldeído e volta à corrente sanguínea. Depois de percorrer todo o organismo, o acetaldeído retorna ao fígado para ser novamente metabolizado em ácido acético. E só numa terceira passagem é liberado como água e dióxido de carbono.

O acetaldeído é dezenas de vezes mais tóxico que o etanol e pode permanecer no organismo por horas. Para metabolizar essa substância, o fígado ativa enzimas que deveriam estar produzindo glicose. É a carência de glicose no sangue que dá o mal-estar da ressaca, no dia seguinte. A boca seca e a sede são sintomas de desidratação.

Artigo extraido e adaptado do site revista guia do estudante.

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