Enormes quantidades de plástico são constantemente jogadas no mar em todo o mundo, causando grandes impactos ambientais. Temos um texto interessante sobre um dos maiores vilões dos oceanos: o microplástico. Para conferir, clique aqui! 

Quando descartado de forma incorreta, o lixo plástico causa enorme impacto no ecossistema marinho, sem contar que pode causar entupimentos de valas e bueiros, que geram enchentes e desabrigam pessoas, principalmente os moradores de periferias. A poluição visual também é outro malefício causado pelos resíduos plásticos.

Plásticos: Os vilões

Pesquisas demonstram que o plástico, no ambiente marinho, sofre ações do meio (sol, altas temperaturas, diferentes níveis de oxigênio, energia das ondas e presença de fatores abrasivos, como areia, cascalho ou rocha). Com isso ele se fragmenta e passa a ter aparência de alimento para muitos dos animais marinhos, causando a morte deles e interferindo no ciclo reprodutivo de muitas espécies. 

Um estudo de 2016 do Fórum Econômico Mundial e Ellen McArthur Foundation mostrou que só 14% de todo o plástico produzido no mundo é coletado e reciclado, projetando que, até 2050, haverá mais plásticos do que peixes nos oceanos. Se continuarmos consumindo e descartando incorretamente plástico como fazemos hoje, esta projeção pode se tornar realidade.

Sabemos que nem nem todo o plástico desperdiçado pode ser devidamente reciclado nos métodos tradicionais de reciclagem. E foi pensando nisso que pesquisadores da Universidade de Chester, na Inglaterra, desenvolveram uma tecnologia capaz de transformar qualquer resíduo plástico em eletricidade e combustível. 

O projeto

O projeto se chama W2T (Waste2Tricity), e utiliza uma câmara de conversão térmica para reutilizar o plástico que seria jogado fora. Na câmara, o plástico é vaporizado e libera uma quantidade de hidrogênio que atua como gás natural sintético, utilizado para a produção de eletricidade.

No final do processo, resta uma pequena quantidade de partículas sólidas e líquidas, mas nenhuma quantidade de gás é desperdiçada.

O W2T ainda está no início, mas a intenção é construir uma fábrica em Inglaterra para testar essa inovação em grande escala. Um dos objetivos da equipe de pesquisadores é, (caso seja confirmado que o experimento funciona em grande escala) construir fábricas na Ásia, de forma a reduzir a quantidade de plástico presente nos aterros.

O professor Joe Howe, um dos pesquisadores, relatou em comunicado que o W2T facilitará a remoção de lixo dos oceanos. “Um subproduto desse processo é a eletricidade, o que significa que o plástico usado não pode apenas carregar carros elétricos, mas também pode manter as luzes acesas em uma casa. Certamente o mundo deve acordar para essa tecnologia. Isso poderá ajudar a limpar nossos oceanos de lixo plástico agora”.

O projeto, se reproduzido em grande escala, pode facilitar e muito  a limpeza do Oceano Pacífico. A ONU declarou atenção para o problema dos plásticos nos oceanos. Estima-se que uma média de 10 milhões de toneladas de resíduos de plástico vão parar no mar todos os anos. Abordagens como a do W2T poderiam garantir que as indústrias tivessem razões econômicas, legais e morais para deixar de poluir. 

Para fechar com chave de ouro, dá uma olhadinha nesse vídeo super didático do Prof. Paulo Valim sobre polímeros e plásticos são polímeros 🙂


Fontes: 

https://oceanconservancy.org/trash-free-seas/plastics-in-the-ocean/

https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/02/cientistas-descobrem-forma-de-transformar-plastico-descartado-em-combustivel.html

https://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/3644-o-que-e-reciclagem-energetica.html

http://www.plastivida.org.br/index.php/plastivida/posicionamento/11-reciclagem-energetica?lang=pt

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