Já parou para pensar na importância das plantas?

Além de toda a função que elas têm no funcionamento do ecossistema no processo de fotossíntese para a produção de gás oxigênio, é delas que nós retiramos fibras para confeccionar roupas! Algumas são fonte de alimentação e também servem de ingrediente para fabricação de remédios, utensílios, objetos, entre tantos outros!

Você sabia que atualmente, das 7 mil espécies de plantas que são cultivadas mundialmente falando, somente uma pequena parte delas é usada na alimentação?

Estamos falando somente de 30 das 7 mil. O milho, o arroz e o trigo fazem parte da metade do consumo de alimentos mundial.

Se pensarmos no pior cenário possível de catástrofe mundial, usando como base o desmatamento desenfreado e a destruição do habitat de modo geral, como seria o mundo se não houvessem as plantas?

Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora), cerca de 4.600 espécies da flora nacional são consideradas vulneráveis, e praticamente metade delas, corre risco significativo de extinção. 

É nesse ponto que entra o nosso tema: os bancos de sementes. Uma possível solução para esses e outros problemas!

O que são os bancos de sementes?

O banco de sementes do solo é formado, principalmente, por espécies pioneiras que, normalmente, apresentam dispersão a longa distância e, portanto, não estão, necessariamente, presentes na vegetação local. 

As sementes são devidamente guardadas em lugares onde estão longe de qualquer adversidade e que em uma emergência, podem usadas. Para que um banco de sementes funcione é necessário que elas sejam armazenadas seguindo uma série de normas, que garantem a sua qualidade. Algumas podem passar até décadas guardadas antes de serem usadas.

O número de bancos de sementes no mundo atualmente chega a 1.400 no total e o mais importante deles é o Svalbard Global Seed Vault, também chamado de “cofre do juízo final”. 

Nome estranho e assustador né?

Banco de sementes no Brasil

O Brasil possui o quarto maior banco de sementes do mundo! O Banco Genético da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), possui 127.783 amostras de 1.019 espécies de alimentos, conservadas na forma de sementes. Além disso, diversas amostras de DNA de animais adaptados às condições climáticas do país.

O maior foco da Embrapa é a conservação de espécies relacionadas à alimentação e à agricultura. O Banco de Genética da Embrapa ainda conserva bromélias que foram coletadas há mais de 30 anos, no local onde está localizado, hoje, o lago da Hidrelétrica de Itaipu. Passadas três décadas, os testes realizados constataram que as sementes estão com a totalidade percentual de germinação, não houve perdas para a germinação das bromélias.

A Embrapa também possui um banco genético com microrganismos. Eles podem ser usados em programas de melhoramento genético de plantas para seleção de variedades resistentes – e de interesse para a agroindústria e produção animal. As culturas microbianas são importantes para as pesquisas sobre diversos temas, como tratamento de doenças, produção de vacinas para aplicação em seres humanos e animais, geração de energia renovável e redução do impacto ambiental.  

São mantidas 5.023 amostras microbianas nas coleções da Embrapa. As coleções incluem espécies com potencial para o controle biológico de pragas, doenças e insetos vetores de doenças, entre outros. 

UMA CURIOSIDADE INTERESSANTE: A Embrapa forneceu as amostras da árvore gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) em 2006, que foram foram levadas ao espaço pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes. A árvore, que é conhecida no país também pelos nomes de aroeira-do-campo, aratanha, chibatã  e batão, pode atingir até 12 metros de altura. No experimento no espaço suas sementes germinaram mais rapidamente do que na terra.

A importância dos Bancos de Sementes

  • Baixo custo e pequena demanda de espaço comparada com jardins botânicos;
  • as sementes podem ficar armazenadas durante um longo período;
  • este tipo de prática propicia uma maior diversidade genética em relação a coleções vivas;
  • baixo impacto durante a coleta de sementes em populações de espécies em extinção da flora;
  • compartilhamento de informações, com os intercâmbios entre os próprios bancos de várias regiões do mundo e instituições de ensino, com o objetivo de estudar as plantas;
  • um meio de preservar espécies ameaçadas de extinção! 

Fonte: https://www.fragmaq.com.br/blog/sao-especies-plantas-ameacas-extincao-brasil/

https://www.cpt.com.br/cursos-meioambiente/artigos/voce-sabe-o-que-e-banco-de-sementes-do-solo

https://meioambiente.culturamix.com/noticias/como-funcionam-os-bancos-de-sementes

https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/bancos-sementes-beneficios-prevencao-plantas-extincao/

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