Gás Nobre, você sabe o que é o COP21 ou o Acordo de Paris? Sabe o que a química, efeito estufa, Trump, ONU e a camada de ozônio tem a ver com isso? É o que vamos falar agora!

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou dia 01 de junho de 2017 a saída dos EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. O presidente prometeu negociar um retorno futuro ou fazer um novo acordo mais justo para os americanos. Na campanha eleitoral, ele tinha prometido abandonar consenso da ONU nos primeiros 100 dias de governo. Ele disse que o atual documento traz desvantagens para os EUA para beneficiar outros países, e prometeu interromper a implementação de tudo que for legalmente possível imediatamente.

A saída dos EUA, segundo maior produtor mundial de gás de efeito estufa, pode minar o acordo internacional, o primeiro da história em que os 195 países da ONU se comprometem a reduzir suas emissões.

O que é o  Acordo de Paris?

Em dezembro de 2015, representantes de 195 nações reuniram-se em Paris, na 21ª Conferência das Partes (COP21), da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima,e chegaram a um consenso histórico: é preciso tomar medidas para diminuir a temperatura da Terra em 1,5 °C e para evitar que, ao longo deste século, qualquer aumento nessa temperatura fique num patamar bem abaixo de 2 °C sobre a temperatura do período anterior à Revolução Industrial, no século XIX. Concordaram, também, em ajudar financeiramente os países em desenvolvimento, para ajudá-los a se adaptar à nova era. Essas conquistas merecem comemoração. No entanto, todas as medidas são voluntárias, ou seja, por ora, não passam de promessas.

Acordo de Paris: Meio Ambiente

O aquecimento global tem efeitos dramáticos. De acordo com a série de relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima(IPCC), da Organização das Nações Unidas(ONU), o grande responsável por essa intensificação é o homem, que desmata grandes áreas e queima combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural. Os compostos com carbono liberados na queima de petróleo, carvão mineral e gás natural, e nas queimadas de florestas, reagem com outras substâncias no ar e deixa como produto gás carbônico (CO2), que abafa o planeta. Segundo o IPCC, se nada for feito, a Terra poderá ter um aumento na temperatura média de quase 8% até 2100.

Os termômetros já subiram 1 °C, entre o final do século XIX e o ano de 2015. E esse grau centígrado extra já é suficiente para derreter as calotas polares e a neve no alto das montanhas, elevando o nível dos mares e interferindo nas correntes marinhas. Provoca, também, mudanças nos regimes de ventos e chuvas, aumentando a ocorrência de secas e enchentes. Tudo isso é um sério risco à biodiversidade e à própria alimentação humana. Sem clima estável, espécies animais e vegetais não sobrevivem, e a agricultura pode se ver incapaz de produzir alimento para os mais de 7 bilhões de habitantes da Terra.

As reações químicas que liberam carbono na atmosfera, agravam o efeito estufa e causam outro fenômeno meteorológico prejudicial ao planeta, a destruição da camada de ozônio.

Artigo extraído e adaptado da revista guia do estudante e do site G1.
Título original: Esperança contra as mudanças climáticas.

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