Gripe H1N1 e Gripe H3N2: Tire suas dúvidas.

Será que realmente existe um novo vírus? A gripe H3N2 é mais grave que a H1N1? Como se prevenir? Existe vacina para os dois vírus? Devo tomar a vacina todo ano? Estas e tantas outras dúvidas deixam as pessoas preocupadas tão logo o outono chega e a temporada da gripe e das doenças respiratórias se intensifica.

Vamos entender as principais dúvidas sobre os vírus da gripe (Influenza A) que circulam no Brasil e com se prevenir.

Qual existe no Brasil, gripe H1N1 ou H3N2?

Dois subtipos do vírus da gripe (Influenza A) o H1N1 e o H3N2 estão atualmente em circulação entre as pessoas. Dados do Ministério da Saúde, do ano de 2017 – apontam para o crescimento da incidência do subtipo H3N2 do vírus da Influenza A. Até a décima semana epidemiológica, que se estendeu de 01 de janeiro a 11 de março de 2017, houve predomínio do subtipo da Influenza A (H3N2) em mais de 60% das amostras analisadas.

Este ano já foram notificados, em vários estados brasileiros, casos do subtipo H1N1 e também casos do subtipo H3N2 do vírus Influenza A, com registros de óbitos por complicações das doenças respiratórias.  Especialistas acreditam que neste ano, devido a maior circulação do vírus, ocorra novamente um predomínio do subtipo H3N2.

O vírus da gripe H3N2 é um novo vírus?

O vírus H3N2 é um subtipo do vírus da Influenza A, e circula entre as pessoas há muitos anos, assim como o subtipo H1N1. Mas no Brasil, nos anos anteriores à 2016, os casos do subtipo H1N1 predominavam na população, mas o subtipo H3N2, já circulava entre as pessoas, mas com menor frequência.

O vírus H3N2 é mais grave que o H1N1?

Segundo especialistas, não existe um subtipo mais grave ou menos grave. As duas variações são graves e requerem atenção e cuidados, principalmente em crianças e idosos.

A vacina 2018 é eficaz contra H1N1 e H3N2?

Sim, a vacina trivalente compreende dois subtipos do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e um subtipo do vírus Influenza B. A tetravalente contempla os dois subtipos do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e dois de Influenza B.

Quem deve tomar a vacina?

A escolha desses grupos se deve ao fato de eles serem mais vulneráveis aos efeitos da gripe e sofrerem mais com seus sintomas e desdobramentos.

Além disso, parte desse pessoal possui contato diário com outras pessoas infectadas, o que aumenta o risco de transmissão. A lista inclui:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos
  • Gestantes
  • Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias
  • Profissionais da saúde
  • Professores da rede pública e particular
  • População indígena
  • Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide
  • Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia
  • Portadores de trissomias, como as síndromes de Down e de Klinefelter
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Adolescentes internados em instituições socioeducativas

Quais são as contraindicações para a vacina da gripe?

Bebês com menos de 6 meses de idade ou pessoas com alguma contraindicação como, por exemplo, alergia grave ao ovo, não devem receber a vacina.

A vacina da gripe pode causar gripe? Tem algum efeito colateral?

A vacina da gripe não dá gripe. É produzida por vírus mortos. Portanto, a vacina é bastante segura. O efeito colateral mais observado é um pouco de dor no local na administração. Pode também ocorrer febre e sensação de mal-estar. As vacinas são uma das mais eficientes formas de proteção para sua saúde.

Por que se deve tomar a vacina da Influenza anualmente?

O vírus Influenza induz altas taxas de mutação durante a fase de replicação. Estas mutações ocorrem de forma independente e provocam, habitualmente, o aparecimento de novas variantes para as quais a população ainda não apresenta imunidade, já que a infecção prévia por determinada cepa confere pouca ou nenhuma proteção contra os vírus de surgimento mais recente. O efeito da vacina garante apenas um período de 6 a 10 meses de imunização, fazendo-se necessária a vacinação anualmente.

Quais são os principais sintomas da gripe Influenza A (H1N1 e H3N2)?

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, e se apresentam como febre repentina (acima de 38°C), dor de garganta, associado a dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações, coriza e falta de apetite. Sintomas respiratórios como tosse e piora da asma para asmáticos também são comuns. Algumas pessoas também podem apresentar diarreia e vômitos. É recomendado que os pacientes que apresentarem sintomas que envolvam secreções nasais, tosse ou espirro recebam máscara cirúrgica com o intuito de evitar a transmissão do vírus. Os adultos podem transmitir a doença no período de sete dias após o aparecimento dos sintomas. Nas crianças, este período vai de dois dias antes até 14 dias após aparecerem os sintomas.

Quais são as principais medidas preventivas?

  • A melhor forma de prevenir é recebendo a vacina contra a Influenza A (H1N1 e H3N2) . Porém, cuidados de higiene também são importantes, como:
  • Lave bem as mãos com água e sabão e utiliza álcool gel com frequência
  • Evite colocar as mãos nos olhos, boca e nariz após contato com superfícies
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal
  • Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar
  • Evite locais fechados e com muitas pessoas presentes
  • Evite beber água em bebedouros públicos. Utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal.

Fonte:

http://portalms.saude.gov.br

https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2017/04/INFLUENZA-2-de-abril-de_2017-15.pdf

https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-gripe-2018/

 

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