Maria Salomea Sklodowska nasceu em 1867 na cidade de Varsóvia, na Polônia. Em qualquer outra família, Maria e suas três irmãs mais velhas teriam sido criadas para serem boas esposas, mas não foi o caso. Os Sklodowska lutaram para que as quatro filhas tivessem as mesmas oportunidades acadêmicas que seu único filho homem.

Os esforços tiveram resultados! Décadas depois, na Universidade de Sorbonne na França, aos 24 anos de idade, conheceu o jovem físico Pierre Curie (1859-1908), por quem se apaixonou e com quem se casou. Ela passou a adotar o nome francês Marie Sklodowska Curie e a ser conhecida como Madame Curie. Se tornou uma das pioneiras nos estudos relacionados à radioatividade. Perdemos esta incrível cientista nesta mesma data (4 de julho) há 82 anos, mas fomos privilegiados com os diversos conhecimentos e descobertas que ela nos deixou.

Marie Curie teve que se esforçar muito mais por ser mulher

Como aponta Alexander Rivkin, da Escola de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos: “Marie Curie foi uma gênia da ciência quando as oportunidades para as mulheres, especialmente na academia, eram escassas”. Apesar de ter terminado o colegial quando tinha apenas 15 anos, Marie não conseguiu estudar na Universidade de Varsóvia, na Polônia, porque a instituição não aceitava estudantes do sexo feminino. Aos 17 anos, ela se mudou para Paris para estudar física na Universidade Paris-Sorbonne. Marie optou por morar em um apartamento péssimo, mas que era próximo da universidade, de forma que pudesse ter mais tempo para estudar. Ela vivia sem dinheiro, e por muito tempo sobreviveu de pão e chá. No fim, Marie colheu os frutos do esforço: ela foi uma das melhores alunas de sua turma, recebeu o diploma em física em 1893 e ganhou uma bolsa para estudar matemática na mesma instituição.

Marie Curie: estudo da descoberta da radioatividade espontânea

Ao estudar a descoberta da radioatividade espontânea, feita por Henri Becquerel, Marie e seu marido Pierre desenvolveram a teoria da radioatividade. A cientista descobriu que é possível medir a força da radiação do urânio; que a intensidade da radiação é proporcional à quantidade de urânio ou tório no composto e que a habilidade de emitir radiação não depende da disposição dos átomos em uma molécula e sim com o interior do próprio átomo.

Marie Curie: descoberta de novos elementos radioativos

Quando percebeu que alguns compostos tinham mais radiação do que o urânio, Marie sugeriu a existência de outro elemento com mais radiação do que o urânio e o tório. A cientista estava certa: em 1898, ela e Pierre descobriram dois novos elementos radioativos, o rádio (900 vezes mais radioativo que o urânio) e o polônio (400 vezes mais radioativo que o urânio), cujo nome é uma homenagem à Polônia, país de origem de Marie

Marie Curie: Prêmio Nobel

Em 1903, Marie e Pierre dividiram o Prêmio Nobel de Física com Henri Becquerel pela descoberta da radioatividade.

Infelizmente em 1906, seu marido, Pierre Curie foi tragicamente atropelado por uma carruagem às margens do Rio Sena. E, assim, ela teve que criar suas duas filhas sozinha, continuar suas pesquisas e ainda lecionar na Universidade de Sorbonne; da qual inclusive ela foi a primeira professora mulher.

Ela continuou estudando as propriedades do polônio e do rádio, e em 1911 recebeu novamente o Prêmio Nobel, desta vez de Química. Ela foi a primeira pessoa e única mulher a ter ganhado o Nobel duas vezes em áreas distintas.

Marie Curie: benefícios da descoberta dos novos elementos

A descoberta do rádio e do polônio colaborou para o desenvolvimento dos aparelhos de raio X. Durante a Primeira Guerra Mundial, Marie foi a campo levando aparelhos portáteis de raio X para ajudar nos cuidados dos soldados feridos.

Texto extraído e adaptado do site revistagalileu.

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