Imagine  as seguintes situações: aplicativos que monitoram sinais vitais e emitem diagnósticos em segundos, edição de genes e cura de doenças, consultas online, cirurgias feitas por robôs, doenças que atualmente são incuráveis sendo curadas, e pessoas vivendo até mais de 100 anos. 

Imagine, por exemplo, uma lesão cerebral que poderia ser reparada com um chip de computador. Isso pode não estar muito longe, você sabia?

A fusão do homem e da máquina é um grampo da ficção científica e está no centro da filosofia do trans-humanismo. Porém, a junção de nossos cérebros com computadores se provou incrivelmente difícil, apesar do fato de que ambos essencialmente funcionam através de impulsos elétricos.

O neurônio artificial

Em um artigo na Nature Communications, uma pesquisa demonstrou que dispositivos poderiam ser conectados à neurônios para para reparar danos causados por doenças. A pesquisa realizada na Universidade de Bath, no Reino Unido, reproduziu a atividade biológica dos neurônios usando chips de silicone. O feito pode trazer luz ao tratamento contra o Mal de Alzheimer.

Os chips batizados de “neurônios artificiais”, requerem uma quantidade muito pequena de energia para funcionar, o que é uma vantagem.

Milhares deles em funcionamento simultâneo podem curar lesões na medula espinhal, no coração e no cérebro.

“Até agora, os neurônios eram como caixas pretas, mas conseguimos abri-las e espiar dentro”, disse o líder do projeto Alain Nogaret, da Universidade de Bath, no Reino Unido, em um comunicado à imprensa . “Nosso trabalho está mudando de paradigma porque fornece um método robusto para reproduzir as propriedades elétricas de neurônios reais em mínimos detalhes”.

A pesquisa

Os pesquisadores chegaram à conclusão que uma quantidade considerável de neurônios na base do cérebro não trabalham adequadamente. Isso, porque os neurônios não enviam os sinais corretos para os órgãos, como o coração, que por sua vez não bombeia tão forte quanto deveria (caso das doenças cardíacas).

Os cientistas resolveram o problema coletando dados de dois tipos de neurônios de ratos. O primeiro foi na região do hipocampo do cérebro, que está envolvido na aprendizagem e na memória. Enquanto o segundo à partir do centro respiratório, que controla os movimentos de inspiração e expiração. 

Na fase de prototipagem dos chips, os pesquisadores imitaram a resposta dos neurônios a uma variedade de estímulos, aplicando nos ratos, conseguindo com sucesso a dinâmica dos neurônios.

Para testar seus chips, eles os submeteram a 60 diferentes protocolos de estimulação e compararam suas respostas com as observadas em neurônios de hipocampo e tronco cerebral de ratos. Os chips atingiram uma precisão de 94% .

Os neurônios artificiais podem ser ser miniaturizados e implantados, permitindo uma vasta gama de possibilidades para a comunidade médica.

Outras aplicações

Os pesquisadores criaram uma empresa chamada Ceryx para começar a desenvolver um marcapasso inteligente. Esse marcapasso usa os neurônios biônicos para responder aos sinais, em vez de simplesmente fornecer uma batida constante como um marcapasso comum. Mas eles dizem que sua abordagem é genérica e pode ser usada para replicar qualquer um dos muitos tipos diferentes de neurônios do corpo.

Isso pode tornar possível reparar condições como insuficiência cardíaca e apneia do sono. Tendo também potencial para substituir nervos danificados causados por lesões na coluna vertebral.

Será que em um futuro não tão distante teremos um Robocop andando por aí?

Outras possíveis aplicações poderiam ser no tratamento de doenças como Alzheimer e doenças degenerativas neuronais de maneira mais geral. Um grande avanço para a medicina! Ah, lembrando que temos um post muito legal sobre um novo medicamento contra o Alzheimer! Clica aqui para ler!

Fonte:

https://singularityhub.com/2019/12/06/first-ever-artificial-neuron-could-let-us-repair-brain-injuries-with-silicon/

https://www.folhavitoria.com.br/saude/noticia/12/2019/pesquisadores-ingleses-criam-neuronios-artificiais-para-tratar-o-alzheimer

https://razoesparaacreditar.com/tecnologia/neuronio-artificial-alzheimer/

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