Como sabemos, quando olhamos para o céu noturno, o que é estrela e o que é planeta?

Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Vênus, inclusive, há muito tempo era confundido com uma estrela. Depois da Lua, tem o brilho mais intenso no céu, no qual era conhecido como “estrela D’Alva”, como Vénus se encontra mais próximo do Sol do que a Terra, ele pode ser visto aproximadamente na mesma direção do Sol, por isso, seu brilho máximo de dá próximo à alvorada, o que justifica seu nome (estrela D’Alva = estrela da alvorada).

Esses já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos que eles, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da antiguidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade.

Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os mais distantes só puderam ser descobertos mais tarde, com a ajuda de aparelhos óticos como o telescópio. “O primeiro a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”.

Em resumo: o que estiver piscando, é estrela, o que tiver cor fixa, é planeta.

Além disso, pela cor de seu brilho, conseguimos definir se a estrela está se aproximando ou se afastando de nós. Caso a cor cintilante seja desviada para o vermelho (Redshift), esta estrela está se afastando. Caso a cor seja a azul, ela está se aproximando (Blueshift).

Essa descoberta foi feita por Edwin Hubble, em 1929, onde publicou uma série de observações feitas através de um telescópio, onde mostrou que a luz de várias galáxias é desviada para o vermelho no espectro eletromagnético (Redshift, efeito doppler para a luz). Assim, sua maior descoberta foi de que as galáxias distantes se afastavam de nós e que todas as galáxias, simultaneamente, se afastavam uma das outras. Extrapolando a Lei de Hubble para o passado, vemos que as distâncias devem ter sido zero em algum momento no passado.

Olhando para o passado

Naquele momento, o Universo era concentrado em um ponto (singularidade), que pode ser considerado o começo do Universo. Supondo que o Universo está expandindo à taxa atual desde o seu começo, conseguimos estimar a sua idade pela relação linear de Hubble:

V = H0d

tH = d/v=1/H0= Tempo de Hubble = 13,8 bilhões de anos.

onde v é a velocidade com que as galáxias se afastam de nós; d é a distância das galáxias até nós e H0 é a constante de Hubble. A Lei de Hubble marca o início da cosmologia moderna observacional.

Damos o “Start” em nosso momento da história com o advento do Big Bang. O Universo emerge de 

uma singularidade em que tudo era denso e absurdamente quente, concentrado num único ponto, talvez menor que a cabeça de um alfinete. Desde então, o Universo expande e diminui sua temperatura. 

Apesar do nome “Big Bang”, não houve, de fato, explosão alguma, pois não havia um meio para a propagação das ondas sonoras. A proposta do apelido foi apenas uma brincadeira para algo singular, pois existem e existiram vários modelos para propor a origem do universo, Porém, o mais fundamentalmente, até hoje, aceito pela academia é o Big Bang.

 

Texto por: Professor Cadu

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