Quem nunca precisou tirar um raio X, não é mesmo?

Aquela fotinha em negativo vai se tornar coisa do passado!

A empresa neozelandesa MARS Bioimaging desenvolveu os primeiros raios-x 3D a cores do mundo. Os cientistas Phil e Anthony Butler, em colaboração com as Universidades de Canterbury e Otago, desenvolveram o chamado sistema MARS, que é um novo scanner médico usando tecnologia desenvolvida no Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares (CEPN). Esse novo exame pode ser mais preciso do que os exames típicos que temos nos consultórios médicos atualmente.

O scanner MARS usa um conjunto de chips chamado Medipix. O Medipix funciona como uma câmera, quando o obturador eletrônico está aberto, cada partícula individual é detectada e contada, criando imagens de alta resolução, precisas e sem interferências.

Raio x colorido e em 3D
Foto: MARS Bioimaging Ltd

Os chips quando usados ​​com o scanner da MARS e seu software, ajudam a produzir representações tridimensionais. Com cores altamente precisas do corpo humano que distinguem materiais como metal, osso, tecido mole e gordura com diferentes tons.

O MARS têm sido usado para estudar o câncer, doenças vasculares que  podem levar a derrames e ataques cardíacos e também a saúde óssea e articular.

O MARS obtêm imagens coloridas e conseguir distinguir facilmente todos os materiais dentro do corpo. Por isso permite um diagnóstico mais preciso e a personalização do tratamento.

Como funciona o raio- X comum?

O raio X é um tipo de radiação eletromagnética com frequências superiores à radiação ultravioleta, ou seja, que são maiores que 1018 Hz. A descoberta do raio X e a primeira radiografia da história ocorreram em 1895 pelo físico alemão Wilheelm Conrad Rontgen.

Os raios X são obtidos por meio de um aparelho chamado de Tubo de Coolidge, um tubo oco que contém um cátodo (um eletrodo de carga elétrica negativa) em seu interior. Quando esse cátodo é aquecido por uma corrente elétrica, ele emite grande quantidade de elétrons. Esses elétrons são fortemente atraídos pelo ânodo (eletrodo carregado positivamente para onde se dirigem os elétrons e íons negativos), chegando com grande energia cinética.

Quando eles se chocam com o ânodo, transferem energia para os elétrons que estão nos átomos dos ânodos. Os elétrons com energia são acelerados e emitem ondas eletromagnéticas, os raios X.

Para quê serve o Raio X?

Com os Raios  X, é possível investigar, confirmar ou descartar suspeitas clínicas, o que inclui uma série de doenças, fraturas, tumores e outras condições de saúde.

Com os resultados em mãos, um médico especialista pode fazer a análise e interpretação. Depois informa ao médico que solicitou o exame, quais foram os resultados.

Além de ser muito útil em casos de suspeita de fratura,  pode contribuir para o diagnóstico de doenças respiratórias, como a tuberculose. Esse tipo de exame também pode ajudar a localizar um brinquedo engolido por uma criança, por exemplo. E com isso definir se uma cirurgia será necessária ou se o corpo eliminará naturalmente o objeto.

Raio Convencional vs Raio- X Contrastado

A diferença entre o raio X convencional e o contrastado é, como o nome sugere, a presença de contraste.

O contraste é uma substância química administrada no paciente antes do exame. Se aplica a áreas que, geralmente, não seriam definidas com nitidez em uma radiografia convencional.

Dessa forma, o que ele faz é modificar a capacidade de absorção da radiação ionizante pelos tecidos durante o exame. É um importante recurso para observar os sistemas digestivo, urinário e reprodutor.

No caso do Raio- X 3D, a tecnologia é capaz de diagnósticos mais precisos! Isso, porque seus pequenos pixels e resolução de energia precisa são capazes de obter imagens que nenhuma outra ferramenta de imagem pode alcançar!

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