Você já deve ter se perguntado se com todos os avanços da genética se os bebês do futuro serão perfeitos!

Certo?!

A resposta é que em um futuro próximo ainda não teremos bebês perfeitos! 

A técnica avançada de edição de genes (CRISPR) ainda tem dado o que falar e você pode ler sobre ela em nosso blog! Pesquisadores chineses usaram a técnica para produzir bebês geneticamente modificados que fossem resistentes ao vírus HIV.

Imagina escolher cor de olho, pele, cabelo de um feto no futuro.

Os resultados obtidos não foram positivos, mas abriram a discussão para o fato de que se há possibilidade de melhorar geneticamente seus filhos há pais que podem usar este recurso. E a gente também escreveu sobre essa pesquisa aqui nesse texto

Agora, além de nos perguntarmos sobre que características são eticamente aceitáveis de serem manipuladas, precisamos nos questionar: o quão distante estamos de poder mapear o DNA para os traços desejados como QI, altura ou peso. O time de pesquisa do Dr. Shai Carmi, da Universidade Hebraica de Jerusalém, recentemente levantou o questionamento sobre os aspectos éticos e morais da seleção e manipulação genética de embriões. 

A resposta para os dois questionamentos não é simples e isso depende os seus princípios morais e éticos! E saiba que você, médico do futuro precisará refletir muito sobre questões éticas e morais ao longo da sua formação e carreira!  Usando programas de simulação os pesquisadores envolvidos concluíram que é possível aumentar o QI da prole em 2.5 pontos e a altura em aproximadamente 2,5 cm. Porém os aumentos simulados são relativamente baixos, o que gera um outro questionamento: vale a pena? 

Uma pergunta para você refletir: você defende o uso de técnicas de manipulação genética em humanos para a cura de doenças ou para a melhoria da composição genética e características não associadas à doenças? Será que devemos utilizar as inovações genéticas para detectar doenças genéticas ou selecionar características desejáveis? Independente do seu ponto de vista a verdade é que ainda estamos distantes de termos bebês perfeitos usando a seleção de genes.

Saiba que a seleção genética, apesar de nos fazer pensar que pode ser usada de forma antiética, pode ser utilizada de forma positiva! Como por exemplo nos casos de fertilização in vitro. Antes da implantação de um embrião, os futuros bebês são examinados em busca de mutações que resultariam em um feto incompatível com a vida.

Porém algumas reflexões são importantes aqui! Principalmente pelo fato de que com os avanços tecnológicos com apenas uma célula todo o genoma do organismo pode ser mapeado. Que mutações genéticas são suficientes para que um embrião seja rejeitado?

Uma pequena chance de desenvolver diabetes? Uma grande chance de desenvolver uma doença neurodegenerativa? É certo ou errado fazer essas escolhas pensando na ideia de proteger as gerações futuras dessas doenças?

Carmi reconhece a importância dos questionamentos, mas afirma que temos limitações tecnológicas  a serem superadas ainda! Características complexas normalmente são determinadas por um conjunto de genes que serão analisados, porém é mais comum que as análises sejam feitas em um contexto populacional.

Para realizarmos a escolha de embriões as análises genéticas precisam ser suficientemente preditivas, para que possamos diferenciar entre embriões. Ou seja,  ainda há muito para entendermos sobre a genética humana para garantir o uso correto das novas tecnologias. 

Qual a sua opinião sobre os avanços da genética? Devemos ou não nos preocuparmos com questões éticas e morais? 

Fonte: https://singularityhub.com/2019/11/26/we-wont-be-designing-our-babies-anytime-soon-study-shows/ 

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