Uma notícia para se orgulhar de ser brasileiro! Nosso país representando e sendo referência nos projetos científicos!

Os pesquisadores do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), criaram uma membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem. A membrana é composta por nanopartícula bacteriana ou celulose (vegetal), e ainda é biodegradável! As células animais se desenvolvem e reproduzem no formato da estrutura biológica desejada.

A pesquisa

A iniciativa é liderada pelo professor Cesar Augusto Tischer, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia. A partir do plástico biodegradável, é possível criar uma estrutura para suporte que possibilita o crescimento de células. Em uma impressora 3D, foi impressa uma estrutura em formato de orelha, é aplicada a membrana que serve como uma base para a proliferação das células.

“Esse material tem alta biocompatibilidade para a proliferação celular, responsável pela formação de tecidos”, diz o professor.

O professor destaca o estágio atual da pesquisa:  “Sabemos produzir o material estruturante (orelha, por exemplo), sabemos incorporar o biopolímero [nanocelulose] e conhecemos a biocompatibilidade desses materiais e sua capacidade de formação de novas células”.

Protótipos da pesquisa.
Imagem: AEN

O processo de testes em animais, atualmente, é feito com células de rato. Para que seja feito em humanos, muitas etapas ainda precisam ser vencidas. O projeto de pesquisa termina em 2021, e a ideia é testar os protótipos o quanto antes em células humanas, para demonstrar a viabilidade da ideia.

Pesquisas futuras

Segundo Tischer, os protótipos para desenvolvimento de células de pele, osso e cartilagem são um estágio anterior ao desenvolvimento de outros tecidos mais complexos. Ele acredita que o desenvolvimento de órgãos vitais, como fígado, pâncreas e coração, deve ocorrer em um período de 10 a 20 anos. 

Para o professor esse é um momento ideal para a universidade se abrir. “Temos muito a oferecer com esses estudos. Usamos a biocompatibilidade para chegar a muitos produtos”. O professor se refere, por exemplo, aos artigos cosméticos. Existem diversas empresas interessadas na nanocelulose bacteriana para usá-la na produção de cremes hidratante e antienvelhecimento.

São notícias como essa que demonstram como o investimento na ciência é importante! Vai Brasil!

FONTE:

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=104133&tit=UEL-cria-membrana-que-ajuda-na-formacao-de-pele-osso-e-cartilagem

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