Vírus são seres vivos?

Tenho certeza de que você já se pegou pensando nisso, não é mesmo? Ainda existe dúvida entre alguns cientistas sobre se o vírus deve ser considerado ser vivo ou não! 

Confira:

Por que os vírus não são considerados seres vivos para alguns pesquisadores?

Alguns pesquisadores afirmam que os vírus são estruturas  que não devem ser considerados seres vivos. As principais afirmações feitas por eles são:

  • Os vírus não possuem células (acelulares), a unidade estrutural e funcional dos seres vivos  contraria a Teoria Celular, que diz que todos os seres vivos são formados por células. Assim sendo, por não possuírem células, muitos afirmam que vírus não são seres vivos;
  • Os vírus não apresentam potencial bioquímico que possibilita a produção de energia metabólica. Assim sendo, os vírus não são capazes de respirar e alimentar-se por conta própria;
  • Os vírus só são capazes de se reproduzir no interior de outra célula. Por essa razão, dizemos que eles são parasitas intracelulares obrigatórios.

Por que alguns pesquisadores afirmam que os vírus são seres vivos?

Os vírus realizam algumas atividades consideravelmente complexas. Eles são capazes, por exemplo, de “enganar” nosso sistema imunológico e causar doenças, atividade complexa para um ser sem vida.

Muitos pesquisadores afirmam que os vírus devem ser, sim, considerados seres vivos. Devido às seguintes características:

  • Presença de material genético: RNA e/ou DNA. A presença desse material indica que esses organismos são capazes de transmitir suas características aos seus descendentes;
  • Os vírus apresentam capacidade de evolução, ou seja, sofrem alterações ao longo do tempo, uma característica importante, uma vez que admitimos que os seres vivos mais bem adaptados sobrevivem no meio.

Nova descoberta

A equipe internacional, liderada por cientistas da Universidade da Califórnia, Berkeley, descobriu novos grupos inteiros de fagos gigantes (vírus que infectam bactérias) e reuniu 351 seqüências de genes. Entre eles , encontraram-se  genes que codificam partes do mecanismo celular que lê e executa instruções de DNA para construir proteínas, no processo de tradução, os ribossomos.

“Eles têm um número incomum de componentes do mecanismo de tradução que você não encontra em um vírus típico”, afirmaram os microbiologistas Basem Al-Shayeb e Jill Banfield, da UC Berkeley.

Normalmente, o que separa a vida da não-vida é ter ribossomos e a capacidade de traduzir. Todos os vírus recém-descobertos têm genomas com mais de 200.000 pares de bases, enquanto o tamanho médio dos vírus  conhecidos é mais do que 52.000 pares de bases.

“Grandes fagos já foram encontrados antes, mas foram descobertas pontuais”, disse Sachdeva do Innovative Genomics Institute. “O que descobrimos neste artigo é que eles são essencialmente onipresentes. Nós os encontramos em todos os lugares e tem a capacidade de produzir suas próprias proteínas.”

Sabendo disso tudo agora, na sua opinião os vírus são seres vivos?


Um fago enorme (sujeito 26) infectando uma bactéria e manipulando sua resposta a outros fagos.  (Laboratório de Jill Banfield / UC Berkeley)
Um fago enorme (sujeito 26) infectando uma bactéria e manipulando sua resposta a outros fagos. (Laboratório de Jill Banfield / UC Berkeley)

O bioquímico Christoph Weigel, que não foi associado ao estudo, sugeriu no Twitter que o artigo fornece “forte apoio” para considerar vírus que vivem “virocélulas”.

Esses enormes fagos preenchem a lacuna entre bacteriófagos não vivos, por um lado, e bactérias. Essa pesquisa está desencadeando uma discussão mais aprofundada sobre o que significa estar vivo.

E você? Acha que os vírus são seres vivos ou não?

Fonte:

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-virus-sao-seres-vivos.htm

https://www.sciencealert.com/giant-bacteria-infecting-viruses-have-features-previously-only-seen-in-living-cells

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