O urânio é um elemento químico, representado pela letra ‘U’. Ele faz parte do grupo dos actinídeos e seu número atômico é 92. Na temperatura ambiente, é encontrado no estado sólido. É um metal radioativo maleável, prateado e quando é exposto ao ar, reage rapidamente formando uma camada de óxido.

É nas rochas da crosta terrestre que se encontra o urânio, mineral que foi descoberto em 1789 pelo cientista alemão Martin Klaproth. Na natureza, ele é encontrado na forma de três isótopos: Urânio 234, Urânio 235 e Urânio 238. Mais tarde, a ciência constatou que o átomo de urânio pode gerar calor quando a ligação entre os seus prótons e nêutrons é rompida – é a fissão nuclear, que acontece dentro dos reatores das usinas. É com esse calor que se produz energia elétrica. Para que o urânio se transforme em combustível nas usinas, ele passa por vários processos industriais, que formam o “ciclo do combustível nuclear”. Tudo começa com a mineração, ou lavra, que é a retirada do minério da terra.

O urânio pode ser encontrado em muitos pontos da crosta terrestre. O minério de urânio mais comum e importante é a uraninita, composta por uma mistura de UO2 com U3O8. O maior depósito do mundo de uraninita situa-se nas minas de Leopldville no Congo, na África. Outros minerais que contém urânio são a euxenita, a carnotita, a branerita, a torbernite, e a coffinita. Os países com maiores reservas de urânio são: Austrália, Cazaquistão, Rússia, África do Sul, Canadá, Estados Unidos e Brasil, nesta ordem. O Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial de reservas de urânio (por volta de 309.000t de U3O8).

Depois de separar o urânio de outros materiais a ele associados na natureza, se obtem um concentrado sal amarelo também chamado de yellowcake.

O urânio gera 16% de toda a energia elétrica produzida no planeta Terra. É a energia do átomo de urânio que libera calor e produz o vapor que movimenta as turbinas das usinas nucleares, gerando energia que não emite gás carbônico e, desta forma, não contribui para o aquecimento do planeta.

A Constituição Brasileira determina que a energia do urânio só pode ser usada no país para fins pacíficos. Além da produção de eletricidade, a energia nuclear também vem sendo utilizada amplamente em outras áreas: na medicina, no meio ambiente, na engenharia, na produção de radiofármacos, na agricultura, na conservação de alimentos, na esterilização de materiais diversos e na pesquisa.

Extraído e adaptado INB.

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