Um dos grandes problemas das usinas nucleares é o gerenciamento do descarte de resíduos nucleares (lixo atômico). Esses resíduos são os produtos da fissão do combustível do reator. O maior problema é que muitos dos radioisótopos formados nessas reações possuem meia-vida muito longas. 

Por esse motivo não podemos simplesmente descartá-los no ambiente. Estudos indicam que somente após 20 meias-vidas seria seguro expor organismos vivos a esses materiais.

Destino e descarte do lixo nuclear

O destino do lixo nuclear pode variar dependendo da quantidade de radiação emitida pelos resíduos. Resíduos de nível médio ou baixo podem ser guardados em depósitos que podem ser provisórios ou permanentes.

Já aquele de alta radioatividade é empilhado e armazenado em uma piscina de resfriamento recoberta por materiais como aço, chumbo e concreto.

A verdade é que ainda se busca uma solução definitiva para lidar com esse tipo resíduo. Muitas idéias já foram investigadas, mas a maioria foi rejeitada como impraticável, muito cara ou ecologicamente inaceitável. Como por exemplo: atirar no espaço, isolar em rochas sintéticas, enterrar em lençóis de gelo, despejar nas ilhas mais isoladas do mundo e jogar no fundo das trincheiras oceânicas mais profundas do mundo.

Chernobyl

Devido a longa meia-vida dos materiais radiativos, Chernobyl ainda permanecerá perigoso por dezenas de milhares de anos. Em julho de 2019, 33 anos após a explosão, 200 toneladas métricas de urânio, plutônio, combustível líquido e poeira irradiada foram finalmente colocadas abaixo de uma enorme estrutura de aço e concreto e mais alta do que a Estátua da Liberdade no valor de 1,5 bilhão de euros. O novo sarcófago durará cerca de 100 anos – depois do qual se deteriorará e as futuras gerações terão que decidir como desmantelá-lo e armazená-lo permanentemente.

Uma visão do novo abrigo instalado sobre o reator explodido no plano nuclear de Chernobyl.

Uma visão do novo abrigo instalado sobre o reator explodido no plano nuclear de Chernobyl. Foto: Efrem Lukatsky / AP

Leia mais em: https://www.world-nuclear.org/information-library/nuclear-fuel-cycle/nuclear-wastes/radioactive-waste-management.aspx

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